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MAIS DO MESMO QUE NADA?!?! ADAPTE-SE AO NOVO E USUFRUA…
April 10, 2017
 

Já pensou em recusar uma proposta de emprego em detrimento de algo que a princípio lhe parece totalmente incerto?...

Mais de um mês após a minha última publicação, e depois de trabalhar bastante em alguns projetos que desenvolvo, volto a atenção a um assunto que tenho convivido bastante no meu dia-a-dia...

São inúmeras mensagens nas redes sociais, principalmente no LinkedIn, que vão desde solicitações de emprego, divulgação de vagas, dicas sobre como se preparar para participar de um processo de recolocação no mercado, perfis dizendo diretamente que o profissional está disponível ou mesmo que virou consultor técnico ou CEO da própria empresa que acabara de fundar...

Pergunto se estou na contra-mão de toda essa correnteza... Como tenho relatado em posts anteriores, é um grande desafio colocar-me numa posição, vamos dizer, alheia a tudo que acontece no nosso país e como não me sensibilizar ou me preocupar com as perspectivas pessoais e profissionais? No entanto, posso afirmar que busco encarar de uma maneira diferente, fugindo do comum.

Talvez tudo resida mesmo no jargão que tem sido difundido nos últimos anos sobre a diferença entre procurar emprego e criar oportunidades de trabalho. Isto pode até parecer repetitivo para você que tem acompanhado minhas publicações, mas sinceramente, tenho convivido a todo momento com este tipo de situação.

Em junho de 2016, logo após ter decidido por não voltar ao ambiente produtivo e declinar de um processo de seleção para gerente de mineração, recebi uma ligação de um dos sócios de uma empresa de consultoria e treinamentos, direcionada à formação e especialização de operadores, através de serviços presenciais e online. Ele me convidou para participar de um projeto no Canadá, onde sua empresa (Vista Training) tinha grandes chances de iniciar um contrato em um projeto de uma nova mina, com a mineradora canadense New Gold, na província de Ontário.

Meses antes eu tinha entrado em contato com ele sobre sondarmos algumas possibilidades aqui no Brasil. Mas ele e seu sócio, preferiram aguardar meus próximos passos, que por sinal nem eu sabia direito quais seriam...

O fato é que foi uma surpresa sua ligação, e aquela possibilidade me trouxe um novo “gás” e me abriu novos horizontes. Eu só não imaginava que seria um longo período de 06 meses, o que envolveu definição, negociação, preparação de documentação (visto de trabalho), exames, etc, até chegar o momento de realmente embarcar rumo ao “desconhecido”...

 
Foi um momento em que não hesitei em dizer sim... Muito embora, baseado nas opiniões sempre consensadas de que: “ah, o Canadá é referência em mineração, tem que ir mesmo e voltar pra cá trazendo novidades ” ou “se fosse eu iria sim, país de primeiro mundo”, ou mesmo, “nóóó, fri cum bôôôrra, longe pra cassête, mas compensa o sacrifício”... Em breve vou abordar essa experiência de ter ido trabalhar lá...

Eu entendo que tomamos decisões consideradas mais fáceis, de forma menos desafiadora, ou mesmo menos sofridas, mais rápidas até, pura e simplesmente por estarmos convictos de que receberemos algo em troca deste “sacrifício”... Criamos desta forma, uma grande expectativa, muito em função da necessidade ou da possibilidade de sermos recompensados com novas experiências ou possibilidades, sejam elas profissionais ou pessoais.

E é exatamente aí que se evidenciam as diferenças quando se busca algo estável e aquilo que te conduz à imprevisibilidade. Quem às vezes questiona sobre o fato de abdicarmos do óbvio, o senso comum, baseia-se no fato de haver um fator de conhecimento, aquilo que já dominamos, vivenciamos e que não foge às regras, mas que teoricamente nos dá a certeza de errar menos e consequentemente, ter maior “sucesso”.

Mas, e se para essa mesma pessoa fossem apresentadas duas alternativas, de decidir entre o previsível e aquilo que parece vantajoso e cheio de adjetivos, mesmo com possibilidades remotas e um nível de dificuldades muito maior? É provável que continue optando pela primeira...




Incrível como as soluções podem trocar de posição, dependendo do modo como encaramos um desafio... E em virtude disso, o nível de satisfação e descontentamento, também mudam e aumentam proporcionalmente.

Daí entendo que a perspectiva do ruim depende da forma como encaramos uma mudança. E será que todos que hj buscam uma recolocação, percebem que não estão de fato planejando sua retomada ou estão optando pelo óbvio, claramente aquilo que na verdade lhes parece mais seguro? Ou preferem não encarar a realidade nua e crua?

Eu sei que pode parecer bem superficial, pois vc pode pensar, mas o Cláudio Freire diz isso, porque ainda não precisou ou porquê não precisa trabalhar, ou porque é “rico”, rsrsrsrs...

Não é bem assim!!! Já tomei decisões no passado embasadas no senso comum. Inevitavelmente após alguns meses, passava a culpar outras pessoas pela minha insatisfação ou pelo meu insucesso. Devo isto em parte à falta de maturidade, mas sinceramente, poderia ter sido mais autêntico e ter trilhado um caminho menos mediano.

Hoje vejo pessoas da minha idade e até mais experientes, partindo para uma nova jornada, seja por opção ou forçado por uma demissão, simplesmente não se permitindo entender se estão buscando um emprego ou se gostariam de mudar o rumo de sua carreira e num sentido mais amplo, de sua vida.

Passados 15 meses após a minha saída de um emprego, posso dizer que hoje trabalho muito mais horas do que normalmente, e em média, eu sempre trabalhei no regime CLT. Financeiramente, não se pode comparar, mas isto realmente não faz a mínima diferença.

 

Numa análise rápida, destaco os principais fatores que me justificam tal conclusão.


Primeiro: me permiti descontruir, romper com alguns dogmas que eu mesmo fiz questão de cultivar ao longo de 45 anos.

Segundo: me arrependo de algumas coisas insensatas que fiz, mas não posso me culpar por isso. São aprendizados, e não desejo de forma alguma, ter uma chance de voltar atrás para fazer diferente.

Terceiro: as horas a fio que tenho trabalhado nos últimos meses, têm me dado a certeza de que o insucesso vem da falta de planejamento, que por sua vez gera uma falta de continuidade, que leva ao insucesso, e por aí vai...

Quarto: me impressiona muito, a quantidade de informação, ferramentas, técnicas, novas experiências e linguagem que tenho absorvido e incorporado. E o mais interessante, de maneira irrevogável!!!

E por último: sabe o velho ditado “Quem procura, acha...”? É o máximo!!! Incrível como as peças do quebra-cabeças vão se conectando, mas tem uma condição, desde que vc passe a buscar estas conexões e saiba o que que está procurando...
 

Um mundo de novas possibilidades passa a se apresentar e é necessário tomar cuidado com essa avalanche de alternativas e novas conexões, pessoas, lugares que surgem, pois como diria Bruno Pinheiro, isto gera uma “Obesidade Mental”...

O que eu concluo a partir deste exercício, é o quão necessário e imprescindível, identificarmos a força interna que nos movimenta, nos inquieta, nos emociona, às vezes apavora, ou nos faz sentir fortes e que nos conecta às pessoas de bem.

Posso lhe afirmar que agindo desta forma, as diferenças entre buscar um emprego e optar por ações que lhe tragam alternativas de trabalho, se tornarão claras e concretas, com certeza lhe proporcionando maior satisfação com o que realiza. E além do mais, você não terá que atravessar um período de auto-análise forçada, como tem sido o meu caso. Comece já Amigo!!!



Se você gostou deste post, deixe seus comentários e sugestões abaixo, pois adicionarei novas histórias e acontecimentos em breve. Um Grande Abraço!!!

6 Comments

  1. Davi Caetano says:

    Mais um ótimo post! Me identifico muito com tudo que você disse Cláudio, especialmente a frase ¨as diferenças entre buscar um emprego e optar por ações que lhe tragam alternativas de trabalho, se tornarão claras e concretas, com certeza lhe proporcionando maior satisfação com o que realiza.¨ Abraço Davi!

    • Cláudio Freire says:

      Obrigado pelo retorno Davi!!! A temática dos últimos posts está muito relacionada à questão da famosa “Zona de Conforto”… Este movimento de não se permitir permanecer confortável com as situações diárias na nossa vida, é um grande desafio. Mas ele tem que ser encarado com firmeza. Se isto me torna mais satisfeito com o que realizo, certamente devo cultivar e torná-lo um hábito. Grande Abraço Camarada!!!

  2. Lucas says:

    Parabéns mais uma vez Claudio, está surgindo um escritor e grande figura.

  3. Eduardo E Caixeta says:

    Claudio, parabéns pelo post. Muito bom.
    Grande abraço

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